O programa de confinamento original “Casa do Patrão” se transforma em dor de cabeça para a segunda maior emissora do país. Em duas semanas no ar, o formato perdeu público e se transforma numa âncora para o horário nobre.
A audiência consolidada aponta que o formato liderado por Leandro Hassum Moreira tem 3,39 pontos de média geral na Grande São Paulo, o que lhe confere a medalha de bronze entre os canais de televisão aberta.
Esses números são infinitamente menores ao desempenho de “Chamas do Destino”, novela turca que ocupou essa faixa de shows no começo do ano.
Produção é do Disney + e vai ser renovada, caso a empresa queira
A atração tem assinatura de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. A gigante estadunidense Disney é a empresa que cuida do formato, em parceria com José Bonifácio Brasil de Oliveira, assim como acontece em “The Voice Brasil” e “Fábrica de Casamentos”, exibidos pela concorrente direta da RECORD em televisão aberta.
RECORD pode desenhar melhor a grade de programação
Para evitar novas derrotas o desenho de grade da emissora aberta precisa mudar. O repeteco desnecessário de “Reis” faz com que o público da novela turca evapore. Quando recebeu bem, Hassum conseguiu vencer a concorrente e superar toda a grade do empreendimento Abravanel.
O grande problema seria convencer a direção da Barra Funda que a reapresentação bíblica é uma bigorna para os números do canal. Estrategistas constatam isso, mas é algo profundo. Não depende apenas de quem entende de televisão e estratégia, se fosse por esse desenho, certamente, a reprise já teria sido encerrada.
Período do ano equivocado
A produção é mais do que válida, mostra que a Disney pode e deve ir além dos canais esportivos lineares. Entretanto, colocar um produto de confinamento muito próximo do fim da atração de quem lidera esse segmento é um tanto quanto dificultoso, ainda mais pela saturação do formato.
Caso o programa viesse entre julho e setembro, por exemplo, num esquenta para “A Fazenda”, comandada por Adriane Galisteu faria mais sentido. Esses números no horário nobre da televisão aberta, contra uma combalida faixa de shows na outra desafiante de mercado falam mais do que o necessário.
O maior erro estratégico foi o período do ano, não a produção. Tanto é que o talent show apresentado por Tiago Rodrigues de Leifert não foi um fenômeno de público, porque padeceu do mesmo erro. Estar em uma grade enfraquecida e que não tem público para esse tipo de formato.
No streaming do Mickey Mouse funciona e muito bem. Mas, a realidade da televisão aberta é um tanto diferente, basta ver o modo de consumo. E os dados consolidados, ainda que a coleta da Kantar Ibope seja apenas uma amostragem.
>> Material construído com base nos dados consolidados de São Paulo, entre os dias 27 de abril e 10 de maio


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