A primeira reprise vespertina da novela “Jesus” apresenta reabilitação e se apresenta como supostamente capaz de manter o público da faixa de dramaturgia da tarde, criada há onze anos justamente para encerrar um dos maiores fracassos da emissora paulista.
Em duas semanas no ar, a produção marca 3,78 pontos de média geral, praticamente no mesmo rendimento de “A Escrava Isaura”, contada em 170 capítulos imediatamente antes da reprise baseada nas sagradas escrituras e com desenvolvimento de Paula Richard.
O enredo consegue se impor diante do “Fofocalizando”, formato de entretenimento especializado na vida alheia, que historicamente tem problemas contra as novelas da segunda maior emissora do país.
Histórico nos últimos anos
As novelas bíblicas da emissora assumiram o espaço de novelas em 2023, com a reapresentação de “Os Dez Mandamentos” (4,59), “A Terra Prometida” (5,79), “Apocalipse” (5,60) e “O Rico E Lázaro” (4,92). Houve uma quebra, com a reapresentação do primeiro folhetim da fase RECNOV, que tem performanece similar ao atual cartaz.
O desenho da performance dessa faixa de novelas é dos mais estáveis, com a vice liderança mais do que absoluta. Isso acontece, também por ser a única trama do horário entre as desafiantes de mercado.
Os demais canais apostam em programas generalistas, com foco na repercussão da vida alheia, como mo caso de “Fofocalizando”, “Melhor Da Tarde” e “A Tarde É Sua”.
Qualquer novela funcionaria nesse horário?
A faixa está em um momento de consolidação. Prova disso é que até mesmo o enfadonho conto desenvolvido por Vivian de Oliveira, que versava sobre o fim do mundo, conseguiu se manter extremamente competitiva nesse espaço seguinte ao “Balanço Geral”.
As línguas mais felinas, inclusive, dizem que até mesmo “Máscaras” (2012), responsável pela derrocada da dramaturgia mundana da rede, teria condições de se impor diante dos formatos que repercutem as entranhas do “mundinho pantanoso dos famosos”, como sabidamente cunhou Fabíola Reipert.
Pelo cenário atual, não há qualquer linha que demonstre recuperação do principal programa de fofocas das outras três emissoras abertas. O “Fofocalizando” tem um teto de público baixo demais, severamente comprometido pela fase atual do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), pelo menos na principal praça do país.
Para mais informações sobre a televisão brasileira, clique aqui O noticiário específico do canal paulista sediado na Barra Funda pode ser visto aqui


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