Globo passa aperto com horário de novelas

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A Globo passa por uma situação minimamente curiosa em seu segundo horário de novelas, mais precisamente na faixa que antecede o “Jornal Nacional” e costumeiramente recebe comédias mais rasgadas, despretensiosas.

O canal não tem uma fila organizada de autores. Sabe-se apenas que logo depois de “Coração Acelerado” vem “Por Você” dos estreantes Dino Cantelli e Juliana Peres. A obra existe apenas no planejamento, ainda. Os primeiros trabalhos começaram essa semana, quatro meses antes da estreia.

Depois, nada de concreto ainda. Há trabalhos de Daniel Ortiz e Thelma Guedes em análise, além de um novo autor, colaborador de Rosane Svartmann, que teve uma de suas ideias abortadas recentemente.

O organograma da empresa nunca foi bagunçado. A emissora tem escala industrial em dramaturgia, mas talvez seja necessária a revisão de algumas peças. A Globo jamais vai perder a excelência de suas tramas, tampouco a liderança nesse segmento. Mas, precisa voltar a primar pelo planejamento. Algo caro no meio e que ela se destaca justamente por ter, diferente das desafiantes de mercado.

A rede abandonou esse modelo que funciona com maestria. Agora, o canal primeiro colocado passa raspando, com prazos mais em cima e assim a dinâmica de um passado glorioso parece um tanto esquecida. O canal precisa ter em mente uma maneira de voltar a velha forma, atualizando aquilo que for necessário e ajustar sempre quando preciso.

Um fato é que as práticas dos tempos em que Silvio de Abreu distribuia as cartas na dramaturgia parece um tanto distante. Há apenas uma novela confirmada e outras duas histórias em análise. Agora, não se sabe mais, por exemplo, o que deve ir ao ar em 2028, 2029 e 2030.

A emissora não pode deixar sua indústria falhar, seja em qualquer parte. A previsibilidade das novelas deve acontecer apenas aqui, quando se planeja uma produção. Nunca, jamais, em tempo algum as novelas devem ser feitas apenas para atender a um único nicho de público. Obra aberta e popular, como a televisão brasileira precisa ser. Novela faz parte da identidade nacional e deve ser respeitada como patrimônio cultural.

>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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