A terceira exibição da novela “Avenida Brasil” completa seu primeiro mês no ar com índices sensivelmente melhores em relação a antecessora. O folhetim aparece com 13,67 pontos no recorte dos vinte primeiros capítulos, apontam dados consolidados da Grande São Paulo.
A performance é mais do que suficiente para cravar a liderança isolada entre os canais de televisão aberta, mas o folhetim ainda coloca 2,9% de vantagem sobre a exibição mais recente de “Rainha da Sucata” (1990), exibida imediatamente antes, naquela que é a principal janela de reprises do canal fluminense.
O enredo ainda está abaixo do esperado, porque a novela é considerada “arrasa quarteirão”. Essa melhora muito tímida pode ser um sinal de saturação. Ou que as pessoas não consomem mais dramaturgia como há catorze anos, algo natural e que acaba aparecendo de alguma maneira no hábito de quem assiste televisão.
A audiência ainda está distante dos números obtidos por “A Viagem” (1994) nessa mesma faixa da tarde, mas aos poucos a trama pode subir e quem sabe se aproximar até mesmo de sua primeira exibição em “Vale A Pena Ver de Novo”, entre os anos de 2019 e 2020.
O canal fez um esforço ao colocar nesta semana grandes títulos em “Sessão Da Tarde”, mas pouca coisa deve alterar seus números porque o público dessa faixa é mais rebote da outra sessão de novelas do que pessoas propriamente interessadas nos filmes exibidos.
A líder permanece nesse posto porque mesmo com grade mais fragilizada no início de tarde e com potencial contaminação da alavanca do horário nobre, nenhuma das desafiantes de mercado se coloca, de fato em uma guerra vespertina. A cruzada das desafiantes é entre si, num tiroteio de programas sobre a vida alheia.
Quem se destaca, por ter algum contraponto é a RECORD, que aposta há onze anos em um slot de reprises logo depois do “Balanço Geral”. No mais, ninguém, nem mesmo a rede da Barra Funda consegue pensar diferente. E nisso se inclui a líder, que sequer precisa desse expediente.


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