O horário vespertino abrigou mais uma reapresentação de “A Escrava Isaura”, contada em 170 capítulos na RECORD e a história conseguiu, novamente, consolidar a vice liderança na maior praça onde há pesquisas de audiência.
Com três meses a menos em cartaz que sua antecessora, a produção teve 4,19 pontos de média geral, desempenho mais do que suficiente para fechar como segunda opção do público na Grande São Paulo. O desfecho utilizado foi aquele em que Rosa (Patrícia França) é a assassina do grande vilão da história.
No fim das contas, a obra clássica acaba por empatar em performance com “Chamas da Vida” (2008), última produção “mundana” da faixa vespertina. Ambas fecharam com 4,2 pontos de média geral no chamado arredondamento.
Em comparação ao repeteco de “O Rico E Lázaro” (2017), houve uma queda de 7,16% nos números. A trama, entretanto, jamais perdeu para o seu concorrente direto na disputa pelo segundo posto.
Agora, esse espaço volta a ser ocupado por produções de cunho religioso. A expectativa é de manutenção da vice liderança mesmo com a troca de público entre uma novela clássica como o folhetim protagonizado por Bianca de Carvalho e Silva Rinaldi e uma obra nichada, cujo elenco é liderado por Carlos Eduardo Cardoso de Azevedo.
O canal tem uma situação confortabilíssima na faixa vespertina, isso permite que uma obra extremamente batida e mega-reprisada seja a substituta de um dos maiores fenômenos da dramaturgia nacional. Apesar de jamais ter sido exibida na faixa da tarde, a história oriunda das sagradas escrituras foi transmitida á exaustão em oito anos.
O enredo não tem o mesmo potencial da antecessora, mas será preciso um verdadeiro colapso para que a rede da Barra Funda perca a vice liderança.
A faixa de novelas precisaria perder, por exemplo, mais da metade de seus números atuais e contando com uma melhora substancial da concorrente, para que fosse ameaçada efetivamente. Como nenhum desses cenários deve se concretizar, a vice liderança é certa para o espaço de dramaturgia.


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