A Globo está prestes a cometer um grave erro com a faixa da “Edição Especial”, criada há cinco anos para suceder o “Jornal Hoje” na programação. O espaço recebeu até hoje sete novelas, todas com a dobradinha espremida na semana de estreia.
O canal vai iniciar a reprise de “Além do Tempo” na próxima segunda-feira (27), mas não abre mão dos filmes, que se transformaram em uma bigorna nos índices da rede, porque atrapalham o efeito cascata e sequer servem para servir como sala de espera ao “Vale A Pena Ver de Novo”, pelo menos desde a estreia de um boletim de jornalismo local, com o intuito de proteger a segunda reexibição.
Manter no ar durante a dobradinha o espaço da “Sessão da Tarde” mina a edição de quem se despede e principalmente de quem chega. Há doze anos, quando adotou esse expediente, a emissora cancelava a exibição dos filmes e isso foi visto nos repetecos de novelas como “Cobras E Lagartos” (2006) e “Caminho das Índias” (2009), como conta a história da televisão brasileira.
Na nova dobradinha, cada novela deve ter apenas meia hora no ar. Isso é jogar contra o próprio patrimônio, além de proteger a média anual dos filmes, que cai vertiginosamente a cada dado consolidado mensal. Esse “desleixo” acontece principalmente porque nenhuma das desafiantes de mercado consegue se aproximar, nem mesmo por alguns minutos, naquela que é a praça mais relevante para o mercado.
Caso houvesse uma mínima ameaça, por exemplo, do “Balanço Geral”, a emissora carioca seria a primeira a limar os filmes da tarde, justamente para não prejudicar as novelas. Isso já aconteceu no meio da década passada, seria apenas e tão somente um “filme repetido”.
A “Sessão Da Tarde” é sem dúvidas um título histórico da televisão, mas seu esquema de exibição precisa ser revisto o quanto antes, ainda mais em ocasiões especiais, como é o caso de semanas de estreia para as reprises, seja na faixa das 14h45, seja no espaço seguinte ás 17h00.


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