A Rádio Manchete Rio de Janeiro (96,1) usa uma estratégia comum para se aproximar da líder em audiência no segmento popular no dial fluminense, pelo menos é o que demonstra o seu desenho de grade.
O movimento de conseguir um espaço próximo ao da Super Rádio Tupi (96,5) também evidencia essa estratégia, que se bem feita, pode render frutos no curto ou médio prazo. Mas, engana-se quem pensa que essa ideia é nova.
No começo da década de 2000, a então Rede Record decidiu fazer investimentos volumosos em um tripé que consiste em jornalismo, novelas e programas de auditório. Assim, surgiu o slogan “A Caminho da Liderança”. O primeiro lugar, como se sabe, nunca veio de fato. Mas, foi suficiente para colocar a empresa como segunda maior do país.
A linha de pensamento da Manchete é igual, mas em escala menor. Ao desenhar uma grade similar ao oferecido pela Tupi, quer se passar a impressão de estar ouvindo a líder. Inclusive, isso foi descrito por Alexandre Raposo, ainda em seus tempos na Barra Funda, quando ele falou sobre o desenho do “Jornal da Record”.
O informativo tinha a mesma paleta de cores do primeiro colocado, esquema de cenário similar. Tudo muito parecido, apenas a posição na bancada dos apresentadores era um pouco diferente.
Voltando ao tema inicial: Quando alguma pessoa desavisada ouvir o “Show do Pedro Augusto” na faixa do meio-dia, pode, tranquilamente, confundir com a “Patrulha da Cidade” e assim por diante. Quem pensa nessas estratégias sempre tem um ponto a ser considerado e posteriormente validado.
A Manchete tem nas mãos a chance de ser a concorrente que a Tupi precisa e não tem mais, por exemplo, na Rádio Globo (98,1), que virou o fio para algo completamente diferente em relação ao que fazia no passado.
O lugar no dial não é um feliz coincidência. Tem método, projeto e o pensamento certo para se consolidar como a maior desafiante de mercado. Basta ter paciência, artigo raro nos dias de hoje.


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