A Globo surpreende na escolha de uma novela jamais reprisada para ocupar a janela de exibição em “Edição Especial”.
O canal vai ao ano de 2015 e decide reprisar “Além do Tempo” na primeira faixa de novelas da tarde. Os detalhes desse repeteco podem ser vistos ao clicar aqui
Ao todo foram exibidas oito novelas, sendo seis do começo do horário nobre, uma das sete e uma trama produzida para a faixa das oito. O canal escolhe uma obra que nunca foi reexibida em televisão aberta, dois anos depois de resgatar “Paraíso Tropical” (2007), em “Vale A Pena Ver de Novo”.
Essa é a primeira vez que uma novela nunca antes exibida a tarde vai ao ar nesse espaço de reprises, criado para barrar o sucesso da jornalista e apresentadora Fabíola Reipert em “A Hora Da Venenosa”. O quadro de celebridades e mexericos, exibido no “Balanço Geral” e que mandou “Vídeo Show” e “Se Joga” para o mesmo lugar onde estão, entre outros briosos programas, o “Tomara Que Caia” e o “Ponto A Ponto”.
O enredo é uma escolha ousada do canal, para uma faixa onde geralmente vão ao ar novelas consideradas “mofo”. A reprise mais recente dessa janela foi a contemporânea “Cheias de Charme” (2012), que inclusive abriu um sexto dia de exibição, mas não conseguiu se manter em alta.
Apesar de recente, a obra exibida na faixa das seis tem narrativa mais lenta, tanto na primeira quanto na segunda fase. O folhetim abriu os trabalhos do desnecessário Globo Play Novelas, sendo um dos únicos produtos a funcionar na máquina de saturação da dramaturgia nacional.
Contada originalmente em 167 capítulos, a história de Felipe (Rafael Cardoso) e Lívia (Alinne Moraes) tem a missão de manter a liderança isolada em sua primeira reapresentação.
Vale ressaltar que o ritmo de edição é mais lento, a antecessora tem ido ao ar quase na íntegra. Os demais títulos usados ali não sofreram grandes cortes. Esse é o quinto ano que o “Jornal Hoje” serve como sala de espera para uma faixa de novelas.
Caso essa reprise funcione, o canal podem ampliar seus horizontes e deixar de apostar em títulos repetidos. Ainda assim, que fique registrada a necessidade de uma nova exibição para “Felicidade” (1991), maltratada sete anos depois quando a resgataram em “Vale A Pena Ver de Novo”.


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