O programa de confinamento urbano “Big Brother Brasil” ganha um novo selo de classificação indicativa, passa a ser inadequado para menores de dezesseis anos, conforme decisão exarada pelo Ministério da Justiça.
A atração exibida pela Globo tem o comando do jornalista e apresentador Emanuel Tadeu Bezerra Schmidt e vai ao ar no horário nobre da maior emissora do país, mais precisamente logo depois da novela das nove, o produto mais relevante do entretenimento nacional.
O reposicionamento da classificação indicativa acontece dias antes da grande final, uma segunda mudança em um curto espaço de tempo. Pelos critérios oficiais, a produção apresenta drogas lícitas, linguagem imprópria, temas sensíveis e apostas ou jogos de azar.
A atração permanece em seu espaço de sempre, por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a vinculação horária na classificação indicativa. Isso foi derrubado na metade da década passada e beneficia todos os canais de televisão aberta, seja com a exibição de novelas ou filmes, independente da cor de sua classificação indicativa.
O reposicionamento acontece pelos classificadores entenderem que a produção contem temas sensíveis e apostas. Há casas de aposta anunciando no formato, assim como acontece em “A Fazenda”, produzida pela segunda maior emissora do país.
Emanuel é o terceiro apresentador na história da atração de confinamento global. Ele lidera a atração desde 2022, portanto chega ao quinto ano na condução. Antes, Tiago Rodrigues de Leifert ficou também por cinco anos.
Primeiro comandante do programa, o jornalista Pedro Bial foi o rosto do programa por quinze edições em catorze anos. Na estreia, ele dividiu cena com a atriz Marisa Domingos Orth, nos primeiros dias do formato na programação global.
Neste ano, o confinamento soma 16,48 pontos em 91 episódios exibidos na faixa nobre, entre janeiro e abril.
>> Com informações do jornalista Gabriel Vaquer, em sua coluna Outro Canal, publicada pelo jornal Folha de São Paulo.


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