A roleta do protagonismo global

O ator Cauã Reymond Marques volta ao radar da emissora para reprisar sua personagem na sequência de “Avenida Brasil”, o que evidencia a absoluta falta de criatividade dos pares na hora de pensar, seja tramas, ou seja pessoas que ponteiem seus elencos. 

Aos 45 anos de idade, ele andou pelo time de pelo menos três novelas nesta década: “Um Lugar Ao Sol” (2021), “Terra E Paixão” (2023) e “Vale Tudo” (2025), com pouca janela de descanso. Inclusive, o bonitão teria condicionado viver o gigolô César no remake conturbado de Manuela Dias a condição de tirar uma de suas ideias do papel.

Dito e feito, o canal inicia e avança na produção de uma história onde além de aparecer em vídeo, ele atua nos bastidores. A trama fala sobre futebol e jogo do bicho, interesses escusos e uma ideia muito bem amarrada.

Desde o começo da década, a rede dos Marinho tem apenas cinco atores estrelando produções do seu principal horário de novelas. Além de Marques, aparecem nesse time nomes como Robertchay Domingues da Rocha Filho, Rômulo Aranha Estrela, Renato Góes de Oliveira e Marcos Palmeira de Paula.

Todos são talentosos, tem suas valências dramatúrgicas. Mas, eles formam o chamado “clubinho das nove”, onde os novelistas da atualidade não pensam em nomes diferentes para pontear os elencos.

Por preguiça, comodismo ou automaticidade de longos contratos, os criadores de novelas não se desafiam a pensar em nomes diferentes para tipos centrais. Esses atores tem história, espaço e muito a oferecer, mas precisam de uma janela maior de descanso, para que se criem novos galãs.