Um fenômeno chamado Fluminense

Pouco antes do encerramento da cúpula dos BRICS+ – grupo que reúne países emergentes no cenário global –, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) disse uma frase para o mundo inteiro ouvir: “Todos, agora, somos Fluminense”. Não é de se espantar que o agora único não-europeu na Copa do Mundo de Clubes FIFA  desperte a atenção de todos.

O próximo desafio da equipe será contra o Chelsea, que eliminou o Palmeiras nas quartas pelo placar de 2 a 1. Esta semifinal é muito mais do que um jogo para as duas camisas: representa uma volta por cima. Se o Chelsea ainda tenta se reerguer após a saída do bilionário russo Roman Abramovich do comando do clube, o Fluminense procura apagar a péssima campanha no último Brasileirão.

Com um time de jovens talentos, o Chelsea tenta emplacar mais uma vitória para chegar até a grande final. Jogadores como os atacantes Cole Palmer e João Pedro, além do goleiro Sanchez, tem contribuído para construir a sequência de vitórias dos Blues. Mas apesar do aporte bilionário para a contratação de novos jogadores, o time dirigido por Enzo Maresca ainda sofre desconfiança, especialmente após derrota para o Flamengo ainda na primeira fase da competição.

Já o Fluminense tenta mostrar ao público o que já sabemos: a sua rivalidade com a matemática. Com um elenco bastante modesto em comparação com equipes da Europa, da Ásia e do Brasil, estava apontado como um dos últimos favoritos a chegar à final do torneio. Mas os números, seja em valores ou em estatísticas, nunca preocuparam o tricolor carioca. Em 2009, após um início desastroso no Brasileirão em que todos acreditavam num rebaixamento iminente, o Fluminense emplacou uma sequência de vitórias impressionante no final e conseguiu se manter na elite do nosso futebol. O resultado deste feito heroico foi um apelido que persiste até hoje: “Guerreiros”. Foi tão emblemático que o guerreiro se tornou mascote do time, substituindo o antigo cartola.

Muito mais do que isso, o Fluminense não é vencer adversários favoritos, como a Inter de Milão e o Al-Hilal. É ver como o atual elenco joga e lembrar imediatamente daquele time de 2009. Não tem a ver com títulos, mas com a resiliência da equipe que reduz a zero qualquer favoritismo quando 11 contra 11 estão em campo. É com esta superação que todo brasileiro consegue se identificar e – por que não? – torcer por este time. De fato: “Todos, agora, somos Fluminense”.


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