A missão ingrata de Christina Rocha

A partir da próxima semana o programa “Casos de Família” assume a faixa que hoje é da reprise de “A Usurpadora” (1998), um dos maiores fenômenos da dramaturgia mexicana de que se tem notícia. 

O formato comandado por Maria Christina Lima Corrêa da Rocha vai enfrentar o “Balanço Geral” e “Melhor da Tarde”, em dobradinha com a reapresentação de “Maria do Bairro”, estreada na semana passada em um espaço complicado.

Rocha vai virar uma ilha na grade, isso porque apenas ela vai apostar na resolução de conflitos. Por melhor que a novela entregue, esse público não costuma consumir barracos, nem mesmo de maneira zoombificada, para esperar o próximo programa.

Não se deve esperar algo além dos três pontos, números parecidos com o rendimento da produção estrelada por Gabriela Spanic. O formato precisa mirar em uma distância segura em relação a Band, para que com o tempo se consolide como opção ao jornalismo popular da segunda maior emissora do país.

A depender da cobertura do dia, Eleandro Passaia pode superar os oito pontos. Num futuro próximo, vai se formar uma dobradinha vitoriosa com a reprise de “A Escrava Isaura”, que estreia dentro de um mês na faixa vespertina da RECORD.

Quem viver verá. Mas, a direção na Anhanguera vai precisar de paciência. Artigo de luxo, que não existiu com qualquer uma das apostas nos últimos anos, como demonstram os dados históricos do canal criado por Senor Abravanel (1930 – 2024)