O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL-RJ) vai voltar para a prisão domiciliar, cinco meses depois de tentar romper uma tornozeleira eletrônica e ter seu modelo alterado no fim do ano.
A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes e tem caráter temporário, válido por noventa dias inicialmente, a partir da data em que o antigo mandatário deixar a internação hospitalar atual. No começo da semana, ele já foi transferido para um quarto.
Bolsonaro está no hospital desde a semana retrasada, antes da decisão do ministro houve um parecer favorável de Paulo Gustavo Gonet Branco, titular da Procuradoria Geral da República (PGR).
No texto da decisão, Moraes determina que essa prisão domiciliar seja temporária, com um prazo inicial de 90 dias a partir de sua alta médica. Depois disso, haverá uma nova análise sobre isso, para decidir sobre a manutenção da domiciliar.
O pedido da defesa, assim, foi parcialmente atendido. Jair volta a usar tornozeleira eletrônica, como forma de monitoramento. Sem acesso ás mídias sociais, contato apenas com parentes e advogados, além de funcionários da casa e profissionais de saúde, envolvidos no tratamento. Sem qualquer contato com lideranças políticas, por exemplo.
A decisão completa de Moraes tem 40 páginas. O texto proíbe ainda, que apoiadores façam vigilias e acampamento no raio de um quilômetro do local onde o custodiado está cumprindo pena da privação de liberdade.
O descumprimento de qualquer uma das regras impostas pelo documento, implicará imediatamente no retorno ao modelo de prisão convencional. A atual esposa de Jair, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, se prontifica a ficar com o marido.
Vale lembrar que quando houve a violação da tornozeleira, no fim do ano passado, ela estava em um evento no Ceará.
>> Com informações do âncora Gustavo Uribe, apresentador do “Bastidores CNN”, telejornal da faixa do meio-dia na emissora noticiosa.


Deixe um comentário