Um bolero com fim previsível

A partir da próxima semana haverá mudanças na programação da terceira maior rede do país, o mais prejudicado certamente será o “SBT Brasil”, que passa para a ingrata missão de ir ao ar na mesma faixa do “Jornal Nacional”. 

Depois de quinze anos estabelecido em uma faixa, o informativo vai para o espaço onde nenhum outro telejornal conseguiu se criar. Nem mesmo o “Jornal da Record”, em sua melhor fase com a ancoragem de Adriana de Fátima Araújo e Celso Freitas, entre os anos de 2006 e 2009.

O bolero com fim previsível é que a atração não vai funcionar nesse horário, onde as demais redes já tem linhas pré-determinadas. Se havia dificuldades contra um “Cidade Alerta” que ainda encontra um caminho e tom, além da novela das sete que não consegue se firmar, imagine contra aquele que é o maior telejornal do país e ocupa essa mesma faixa de grade tem pelo menos trinta anos.

Há chances, inclusive, desse movimento na Anhanguera ajudar a consolidar a Band com sua faixa de novelas turcas. Ainda mais vindo embaladas de um “Jornal da Band” sem qualquer empecilho vindo da Avenida das Comunicações.

O movimento dos números na audiência em tempo real e depois nos consolidados deve ser interessante, porque o canal de Daniela Abravanel Beyruti não emplaca “Presente de Amor” em seu horário atual e tampouco isso deve ocorrer na nova faixa, porque as demais empresas tem seus trilhos de grade bem definidos.

Pouco, ou de nada vai adiantar encher o fim de tarde com novelas mexicanas. Vivemos em 2026 e não mais no começo da década passada, onde o canal experimentou alguma estabilidade justamente com essa linha de programação.


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