“Avenida Brasil” terá um árduo trabalho

A segunda reprise da novela “Avenida Brasil” (2012) foi confirmada oficialmente e vai ser usada de maneira definitiva como alavanca do espaço nobre. 

O canal vive um problema com o desempenho de “Rainha da Sucata” (1990), que não conseguiu seguir a linha de performance da antecessora “A Viagem” (1994), produzida para a faixa das sete.

A escolha pelas desavenças de Carmem Lúcia Moreira de Araújo (Adriana Esteves) com Rita Moura dos Santos (Débora Falabella), em embates dignos de um enorme alcance.

O folhetim tem construção falha, mas compensa na entrega de um elenco coeso, experiente e muito bem selecionado. A medida, entretanto, mostra um ato de desespero.

A segunda reapresentação evidencia que nem mesmo a líder de audiência está livre de um ciclo chamado “novelas conforto”. Os canais de televisão aberta não ousam, ou pensam em histórias mais recentes, a rede poderia ter apostado em “A Dona do Pedaço” (2019), ou “Páginas da Vida” (2006), para uma homenagem a Manoel Carlos.

O baixo rendimento do atual cartaz se deve aos números muito ruins da faixa de cinema, nem mesmo o slot de jornalismo local consegue ajudar o tradicional “Vale A Pena Ver de Novo”, mesmo que ele jamais perca a liderança isolada porque enfrenta formatos populares e outras novelas, sem o mesmo potencial.

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