“Radar SP” funciona como remédio

O movimento de criar boletim do jornalismo na faixa vespertina tem ajudado a Globo, isso porque na maior praça do país o espaço de dez minutos tem mais público do que a badalada “Sessão Da Tarde”. 

Nas primeiras edições do ano, o “Radar SP” tem 10,35 pontos de média geral. Essa performance pode parecer tímida, mas representa um crescimento direto de 10,93% em relação ao mais tradicional espaço de cinema na televisão aberta.

Sem a “ajudinha” do jornalismo, a reprise da novela “Rainha da Sucata” (1990), atual cartaz do “Vale A Pena Ver de Novo” já teria colapsado há tempos. Mesmo com desempenho cambaleante, a obra escrita por Silvio de Abreu ainda mantém a liderança isolada no fim de tarde.

A iniciativa foi criada durante a reprise de “Tieta” (1989), como boletim para informar sobre as condições da Grande São Paulo e se tornou algo fixo e exportado para outras praças, que usam o nome do telejornal da faixa nobre.

Oficialmente, a marca “Radar Praça” está aposentada. Mas, ela sempre vai ser relembrada e chamada, pois não tem como chamar os telejornais do horário nobre de “Praça 3”, não é mesmo?

O boletim de jornalismo, no fundo, é um grande colchão de proteção para as novelas. Com a próxima reprise, ele vai acompanhar a quarta obra na faixa vespertina. Caso a novela seja um sucesso, vai seguir a mesma balada. Em cenário contrário, vai funcionar como uma zona de proteção ao folhetim.


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *