A Manchete quer mesmo emplacar sua novela do horário nobre, para isso montou uma operação de guerra. Os capítulos de “Xica da Silva” só entram no ar quando “A Indomada” termina.
O desenho de grade é parecido com a estratégia adotada nos tempos de “Pantanal” (1990), enredo responsável por tirar o sono da líder de audiência. Agora, a protagonista vivida pela jovem Taís Araújo só aparece quando o principal produto de dramaturgia da Globo chega ao fim.
Assim, o público pode acompanhar com calma a história protagonizada por Adriana Esteves e José Mayer, depois migrar para o canal dos Bloch e não perder nada da história que conta a vida da escrava que virou sinhá.
Quem sofre no meio desse tiroteio é o “Jornal da Manchete”, porque independente de qualquer matéria que esteja no ar, o informativo de Márcia Peltier, Carlos Chagas e Florestan Fernandes é cortado.
A história se repete, sete anos depois. E quem quiser emplacar qualquer coisa na dramaturgia pelas próximas décadas, vai precisar seguir essa regra tácita, que não está escrita em qualquer lugar. Mas, se uma desafiante de mercado pensar em fazer sucesso, é melhor respeitar a maior vitrine de novelas do país.
Antes, contra o “Jornal Nacional”, como faz o canal de Silvio Santos, ou depois, como tenta a emissora criada por Adolpho.


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