O movimento em reprisar novamente “A Escrava Isaura” na faixa vespertina ainda não rendeu os números esperados, mas o folhetim se recupera semana a semana, nos recortes consolidados. A obra adaptada por Tiago Santiago aparece com 3,93 pontos de média, em 70 capítulos exibidos, conforme dados consolidados da maior praça onde há pesquisas da Kantar Ibope, a Grande São Paulo.
As maldades planeadas e executadas por Leôncio Almeida (Leopoldo Pacheco) ainda estão abaixo de sua antecessora direta. Cabe salientar que o espaço vespertino da RECORD foi tomado de assalto por produções bíblicas, que permaneceram nessa janela por dois anos, antes de uma novela considerada “mundana” retornar para a faixa seguinte da programação local.
Somado a isso, está o desgaste flagrante no “Balanço Geral” paulistano, que foi espichado sem a menor necessidade desde maio e não mais consegue fazer uma entrega relevante, como acontecia nos tempos da última reprise do folhetim. No derradeiro repeteco, inclusive, a obra foi ajudada pelo isolamento social causado por uma crise sanitária que abateu o mundo.
O romance escrito originalmente por Bernardo Guimarães deve para sua antecessora, mas o comparativo correto é com a reprise mais recente de “Chamas da Vida” (2008), transmitida há três anos, antes da onda bíblica fagocitar as novelas da tarde.
Para que se tenha uma ideia, a reapresentação de “O Rico E Lázaro” (2017) com a mesma quantidade de capítulos tinha uma audiência 11,70% maior do que o atual cartaz da faixa vespertina.
O último enredo mundano a ganhar reprise tem a assinatura de uma grife da dramaturgia. Uma das melhores obras de Cristiane Fridman marcava 4,10 pontos de média, com os mesmos 70 capítulos exibidos. Esse recorte toma como base apenas as semanas finalizadas da atual exibição.
Então, a terra arrasada não existe. A primeira novela desde a retomada recordista na dramaturgia, em sua enésima exibição tem números 4,32% inferiores em relação a história de Carolina (Juliana Silveira) e Pedro (Leonardo Brício).
>> Material construído com base nos dados consolidados, levando em conta catorze semanas de exibição das três novelas citadas no texto.


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