A reprise vespertina da novela “A Escrava Isaura” ainda deve em relação a sua antecessora direta no primeiro espaço de dramaturgia na grade da RECORD, ainda assim permanece na vice liderança com alguma folga.
O enredo liderado por Bianca Rinaldi soma 3,93 pontos de média geral em três meses no ar, a atração apresenta desempenho linear na maioria dos capítulos e aos poucos se distancia ainda mais da sua maior concorrente pelo segundo lugar.
Para se ter uma ideia, essa performance é 22,14% menor do que a antecessora em comparação direta nesse recorte de três meses no ar, como apontam os dados consolidados da Kantar Ibope Media.
Por mais folgada que esteja, a história da escrava branca criada como sinhazinha ainda segue abaixo da reapresentação de “O Rico E Lázaro”. No mesmo recorte, a história bíblica de Paula Richard tinha 4,80 pontos de média geral, recebendo de outro enredo com os mesmos motivos.
A suposta demora para engrenar nos números pode tirar a exígua paciência de diretores. Apesar da vice liderança, os números ainda estão muito abaixo do esperado por quem pensa a grade do canal. O maior erro, nesse caso, nem está na seleção da novela. Mas, na exploração desnecessária de tempo no “Balanço Geral”, apresentado em São Paulo por Eleandro Passaia.
O desempenho de Isaura dos Anjos é algo a se destacar, principalmente por receber o horário depois de três anos com novelas evangélicas. A transição de uma novela como essa, para uma obra clássica não é das mais simples. O potencial desse enredo é inegável, mas a rede precisa de alguma paciência, similar a que teve com as tramas selecionadas por Cristiane Cardoso, a herdeira de Edir Macedo.


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