A diferença entre remédio e veneno é sempre a dosagem, como conta a história. O que parecia ser salvação de uma lavoura toda, agora se transforma na overdose de produções mexicanas na terceira maior emissora do país, sem que elas sejam de fato valorizadas.
O canal administrado pelos Abravanel resolveu colocar no ar simultaneamente cinco produções da Televisa, quando o número ideal era aquele que já estava em tela. Duas obras na faixa da tarde, com uma trama no horário nobre.
A gama de opções para substituir é infinita, mas a rede deve optar por um baralho de cartaz marcadas, com as mesmas novelas exibidas em repetição.
Caso o desenho aventado seja confirmado, serão cinco produções por dia. A emissora, que nunca foi afeita a jornalismo, abraça de novo as novelas mexicanas sem dar a elas um tratamento decente.
No médio prazo, apenas a dobradinha “Maria do Bairro” | “Marimar” e “Rubi” pode se consolidar diante da concorrência da Band. O outro folhetim do começo da faixa nobre tem essa mesma linha. Apenas a transmissão inédita, na raiz do horário nobre tem condições de brigar com a RECORD, em algum cenário mais otimista.


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