A nova novela das seis “Eta Mundo Melhor” tem uma premissa idêntica a de sua irmã mais velha, “Eta Mundo Bom” (2016). Uma criança perdida dá início ao plot central do folhetim, criado por Walcyr Carrasco e desenvolvido depois de uma certa altura por Mauro Wilson.
O ponto que me leva a escrever esse texto é: Precisava disso? Para fazer o enredo render, todo o fim da novela anterior foi desconstruído. Seja pela redenção de Celso (Rainer Cadete), que foi atirada latrina abaixo, ou por citações de mortes das outras personagens que não entraram na sequência.
A veia cômica está mais do que presente, a essência Carrasco foi mantida. Mas, precisava desfazer o fim de uma história, para começar outra? Não seria muito melhor pegar esse elenco e fazer uma trama nova, na mesma linha que consagrou o novelista dentro desse espaço?
Desfazer finais felizes, criar mortes para personagens e pintar um cenário nefasto quase que semi-apocalíptico de início. Isso pode ter a ver com um dos bordões da protagonista masculina, onde “tudo o que acontece de ruim na vida da gente, é pra miorá”. Contudo, pesa a energia de uma novela que tem todos os elementos para ser mais leve, divertida e com pessoas atiradas ao chiqueiro.
Nos dados consolidados, a trama teve o melhor começo da década. Ao todo, marcou nos seis primeiros capítulos 19,93 pontos de média. Isso representa um crescimento de 4% se comparado ao rendimento de “Garota do Momento” em sua semana de estreia.


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